Nos trilhos da civilização: preâmbulos das disputas técnico-científicas na estrada de ferro de D. Pedro II (1850-1855)
On the tracks of civilization: preambles of the technical scientific disputes in the D. Pedro II railway (1850-1855)
DOI:
https://doi.org/10.61565/2317-6474.2025.591Palavras-chave:
Civilização Imperial, Estrada de Ferro de D. Pedro II;, Disputas técnico-científicas.Resumo
O artigo investiga os preâmbulos das disputas técnico-científicas na formação da Estrada de Ferro deD. Pedro II (1850-1855), destacando o papel das ferrovias como símbolos de civilização e modernidade no Brasil Imperial. Através da análise dos debates políticos e técnicos que precederam a criação daCompanhia Estrada de Ferro de D. Pedro II, discute-se como essas disputas moldaram as soluções parao desafio da transposição da Serra do Mar. O texto aborda as visões concorrentes de progresso técnico,representadas pelo “sistema americano”, promovido pelos irmãos Teixeira Leite, e o modelo britânico,defendido por Barbacena, evidenciando a conexão entre técnica, poder e as representações decivilização no contexto das melhorias materiais do Segundo Reinado.
Downloads
Referências
BORGES, M. F. O Rio de Janeiro “vai fazendo progresso nas vias da civilização”. Aquila, 2024, v. 30, p. 257-278.
BORGES, M. F. Através de rochedos, grotas e precipícios: Conrado Jacob de Niemeyer e as obras na Estrada do Comércio na ampliação da cultura cafeeiroescravista (1835-1850). Aquila, 2021, v. 24, p. 255-267.
BORGES, M. F. Debates políticos dos transportes ferroviários no escravismo do Vale do Paraíba, 1826-1843. 2020. 356 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
BORGES, M. F.; MARINHO, P. E. M. M. Açodadas medidas. Um contrato, dois decretos e a formação da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II. 1855. In: Mundos do trabalho e dos trabalhadores: experiências e vivências no Brasil e no Caribe. Rio de Janeiro: Multifoco, 2018, p. 205-226.BORGES, M. F.; MARINHO, P. E. M. M. Modernidade, ordem e civilização: a companhia Estrada de Ferro D. Pedro II no contexto da direção Saquarema. In: O Vale do Paraíba e o Império do Brasil nos quadros da Segunda Escravidão. 1. ed. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2015, v. 1, p. 476-499.
EL-KAREH, A. C. Filha Branca de Mãe Preta: A Companhia da Estrada de Ferro Dom Pedro II 1885-1865. Petrópolis: Vozes, 1982.
FIGUEIRA, M. F. Memória histórica da Estrada de Ferro Central do Brasil. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1908.
HOBSBAWM, E. A Era das Revoluções (1789-1848). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2013.
HOBSBAWM, E. A Era do Capital (1848-1875). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.
MARINHO, P. E. M. M. Ampliando o Estado Imperial: os engenheiros e a organização da cultura no Brasil oitocentista, 1874-1888. 2008. 387 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói.
MARINHO, P. E. M. M. Companhia Estrada de Ferro Dom Pedro II: a grande escola prática da nascente Engenharia Civil no Brasil Oitocentista. Topoi: Revista de História, 2015, v. 16, n. 30, p. 203-233.
MATTOS, I. R. O tempo saquarema: a formação do Estado Imperial. São Paulo: Hucitec, 2004.
OTTONI, C. B. Autobiografia. Brasília: Senado Federal, 2014.
REIS, T. S. dos. Mineiros, tropeiros e capitalistas: trajetória e formação da família Teixeira Leite em uma economia de transição (São João Del Rei e Vassouras, séculos XVIII e XIX). 2020. 153 f. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
ROOD, D. B. The Reinvention of Atlantic Slavery: technology, labor, race, and capitalism in Greater Caribbean. Nova Iorque: Oxford University Press, 2017.
SALLES, R. Nostalgia imperial: escravidão e a formação da identidade nacional no Brasil do Segundo Reinado. Rio de Janeiro: Ponteio, 2013.
SUMMERHILL, W. R. Order Against Progress: Government, Foreign Investment, and Railroads in Brazil, 1854-1913. Stanford: Stanford University Press, 2003.
TOMICH, D. Pelo prisma da escravidão: trabalho, capital e economia mundial. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Aquila

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.







