Sistema carcerário feminino: entre o ócio e o trabalho
DOI:
https://doi.org/10.61565/revista-aquila.i34.896Palavras-chave:
Encarceramento Feminino, Trabalho Prisional, Saúde Mental, IdentidadeResumo
O presente estudo examina a articulação entre o trabalho e o ócio no contexto do encarceramento feminino, considerando os aspectos subjetivos, sociais e institucionais que permeiam essa realidade. Parte-se do reconhecimento de que o sistema prisional apresenta condições estruturais limitadas, marcadas pela superlotação, fragilidade na oferta de serviços de saúde e restrição de atividades que favoreçam o desenvolvimento pessoal, elementos que intensificam o sofrimento psíquico e impactam negativamente a construção identitária das mulheres privadas de liberdade. A pesquisa, de natureza bibliográfica, adotou abordagem quali-quantitativa e baseou-se em estudos científicos indexados nas bases SciELO e CAPES, bem como em dados provenientes do Sistema de Informações Penitenciárias (SISDEPEN), referentes ao período de 2023 a 2025. Essa estratégia metodológica possibilitou a integração da análise teórica a indicadores quantitativos, contribuindo para uma compreensão ampliada da temática. O trabalho teve como objetivo analisar as atividades laborais existentes no sistema prisional feminino e refletir sobre seu potencial como instrumento de promoção humana. Nessa direção, discute-se o trabalho como elemento capaz de atribuir novos sentidos à experiência do cárcere, favorecer o fortalecimento da autonomia e contribuir para a reconstrução da identidade feminina no contexto da privação de liberdade.
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