A negação do direito e a mulher prostituta: uma análise de caso do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.61565/revista-aquila.i34.678Palavras-chave:
Feminicídio, Misoginia, Prostituição, Violência de Gênero, Criminologia CríticaResumo
Trata-se de um artigo que analisa a dificuldade em se identificar os feminicídios não íntimos pelo Poder Judiciário e o Ministério Público. A pesquisa é uma análise qualitativa a partir da epistemologia da criminologia crítica feminista do tratamento dispensado à vítima L.L.D.R que foi vítima de feminicídio, quando nitidamente a violência perpetrada contra ela trata-se de uma misoginia, de desprezo à condição de mulher, conforme a exigência do legislador brasileiro, contudo, a tipificação do crime foi homicídio qualificado. O que se pode concluir dessa leitura do Ministério Público e do Judiciário é, para além da ausência de perspectiva de gênero no julgamento em questão, a subnotificação de feminicídios que deveriam ser lidos como tal e são sumariamente ignorados.
Downloads
Referências
Brasil. Ministério da Justiça e Segurança Pública, Departamento Penitenciário Nacional. (2025). Levantamento de informações penitenciárias: 18º ciclo (janeiro a junho de 2025). Brasília: Autor:
CAPUTI, J.; RUSSELL, D. E. H. Femicide: sexist terrorism against women. In: RADFORD, J.; RUSSELL, D. E. H. (Ed.). Femicide: the politics of woman killing. New York: Twaine Publishers, 1992. p. 13-24.
FRAGOSO, Julia Estela Monárrez. Feminicidio sexual sistémico: impunidad histórica constante en Ciudad Juárez, víctimas y perpetradores. Estado & comunes, revista de políticas y problemas públicos. N.° 8, vol. 1, enero-junio 2019, pp. 85-110
GEBRIM, L. M.; BORGES, P. C. C. Violência de gênero: tipificar ou não o femicídio/feminicídio? Revista de Informação Legislativa, Brasília, ano 51, n. 202, p. 59-75, abr./jun. 2014. Disponível em: . Acesso em: 07 dez. 2017.
LAGARDE, Marcela. Del femicídio al feminicídio. Desde el Jardin de Freud. Num 6, Bogotá, 2006
LARRAURI, Elena. Criminología crítica y violencia de género. Madrid: Trotta, 2018.
LIMA, Francisca Sueli da Silva; MERCHÁN-HAMANN, Edgar; URDANETA, Margarita; DAMACENA, Giseli Nogueira; SZWARCWALD, Célia Landmann. [Título do artigo]. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, [v. X], [n. Y], p. [xx-yy], [ano]. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/kPNz37sbVqyn7rSjTHRKhsB/?lang=pt. Acesso em: 26 out. 2025.
MIGUENS, Marcela. RIBEIRO, Raissa. González e outras (“campo algodoeiro”) vs. México (2009): violência contra a mulher e definição de feminicídio. NIDH UFRJ. Disponível em: https://nidh.com.br/gonzalez-e-outras-campo-algodoeiro-vs-mexico-2009-violencia-contra-a-mulher-e-definicao-de-feminicidio/ Última visualização em: 16.12.2025
PASINATO, Wânia. “Femicídios” e as mortes das mulheres no Brasil. Cadernos Pagu (37), julho-dezembro de 2011: 219-246
RIO DE JANEIRO (Município). Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Mulher. Mapa da Mulher Carioca. 2024. Rio de Janeiro: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 2024. Disponível em: https://mulher.prefeitura.rio/wp-content/uploads/sites/41/2024/02/2023_3Ed_MapadaMulherCarioca_SPM-Rio.pdf. Último acesso em 16.12.2025
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Aquila

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.







