Tons que segregam: como o colorismo e a passabilidade perduram a hierarquização da sociedade no âmbito ordenacional social

Autores

  • Mateus Picanço Universidade Federal do Pará
  • Nilton Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.61565/revista-aquila.i34.679

Palavras-chave:

Colorismo. Passabilidade. Cotas. Racismo

Resumo

O presente artigo investiga o Colorismo e a Passabilidade como mecanismos contemporâneos de hierarquização social no Brasil, demonstrando como tais práticas perpetuam a dominação de grupos hegemônicos e a exclusão da população negra. Fundamentado na crítica ao mito da democracia racial e nas obras da coleção Feminismos Plurais, o estudo traça a evolução histórica da segregação, desde a miscigenação colonial até o atual racismo estrutural velado. A pesquisa confronta a igualdade formal com a realidade material, analisando as tensões jurídicas na aplicação da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) e os desafios enfrentados pelas comissões de heteroidentificação diante da subjetividade da autodeclaração. Conclui-se, sob a ótica dos Direitos Fundamentais, que o colorismo atua como uma "lei invisível" que mantém privilégios da branquitude, exigindo critérios fenotípicos objetivos para garantir a eficácia da justiça social e a correta aplicação das políticas afirmativas.

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Biografia do Autor

Nilton, Universidade Federal do Pará

Mestre pelo Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal do Pará (PPGD/UFPA), na linha Sistema Penal e Direitos Humanos (2023). Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Pará - UFPa (2014/2019). Professor substituto da Faculdade de Direito da UFPA (FAD). Pesquisador do Grupo de pesquisa Direito penal e democracia da UFPa, coordenado pela Profa. Dra. Luanna Tomaz. Foi assessor Jurídico no Ministério Público do Estado do Pará (2021/2021 e 2022/2022). Coordenador Adjunto do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais - Pará (2022/2024). Secretário Geral da Comissão de Estudos Penais da OAB/PA (COESP) (2022/2024). Secretário Geral da Comissão de Igualdade Racial da OAB/PA (2025/atualmente). Tem interesse em Teoria Crítica do Direito, Teoria Crítica da punição e Ciências Criminais. Advogado.

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Publicado

2026-06-25

Como Citar

PICANÇO, Mateus; NORONHA, Nilton. Tons que segregam: como o colorismo e a passabilidade perduram a hierarquização da sociedade no âmbito ordenacional social. Aquila, [S. l.], n. 34, p. 545–561, 2026. DOI: 10.61565/revista-aquila.i34.679. Disponível em: https://ojs.uva.br/index.php/revista-aquila/article/view/679. Acesso em: 2 jul. 2026.

Edição

Seção

Artigos de Temática Livre