Subjetividade e trabalho-pesquisa em Saúde Mental: subversões possíveis do discurso da ciência
Subjectivity and job-research in Mental Health field: possible subversions of science discourse
Keywords:
Science, Subjectivity, Mental Health, Feminism, PsychoanalysisAbstract
In capitalist social formations the subjectivities are normalized according to the economic interests and the dogma of rationalism established research methods that serve to a special interest group whose representation is the white, heterosexual, Christian and patriarch man. Because of this reductionism, the technological knowledge works like control tools that define the ways to exist, excluding the singularities and reproducing degrading social relations. For work and research in mental health field, considering that the Psychosocial Care Network assumes the construction of spaces in the community that support the differences, we emphasize the feminist activism, the psychoanalysis, the Foucault's genealogy and the cartography as possible subversions to technoscience; there's another kind of knowledge, averse to universalization, they are not fixed in the ethics of moral, not fixed in an ideal of health or of conduct, so they value the multiplicity and the emancipatory and not regulatory knowledge.
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