Entre disciplina e controle: saúde mental dos policiais penais
DOI:
https://doi.org/10.61565/revista-aquila.i34.910Palavras-chave:
Policial Penal, Identidade, Sistema Carcerário, Saúde MentalResumo
O presente artigo analisa a identidade do policial penal, articulando-a às condições de trabalho no sistema prisional e aos impactos na saúde mental desses profissionais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica na base SciELO, com foco em produções teóricas sobre trabalho, subjetividade e adoecimento psíquico. O estudo dialoga com as contribuições de Castells, Foucault e Deleuze, problematizando os riscos psicossociais e a cultura organizacional que atravessam o cotidiano prisional. Discute-se como tais elementos contribuem para a naturalização do sofrimento e para a consolidação de modos específicos de ser policial penal. Busca-se compreender, a partir da literatura, como o trabalho prisional pode operar como dispositivo produtor de subjetividade, moldando identidades profissionais e contribuindo para a naturalização do sofrimento, o que dificulta o reconhecimento da própria vulnerabilidade e da necessidade de cuidado em saúde mental.
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