O amor e (é) o Diabo: o paradoxo (in)contornável do amor
Love and (is) the devil: the (in)escapable paradox of love
DOI:
https://doi.org/10.61565/trivium.iXVIII.603Palavras-chave:
Objeto, Amor, Diabo, ParadoxoResumo
Neste artigo, discorremos sobre o paradoxo (in)contornável do amor. Se, quanto mais se ama, mais se sofre, o amante se torna um prisioneiro do paradoxo amoroso, o qual relacionamos com as duas facetas do objeto a: agalma e o rebotalho (diabo). Partimos de uma obra inaugural sobre o amor, o Banquete de Platão, e também utilizamos a obra Os Amores do Diabo, de Jacques Cazotte, entre outras obras, para ilustrar a angústia que acomete o sujeito quando na posição de amante/amado. O sujeito persegue o objeto amoroso em um processo metonímico sem fim, sem se dar conta de sua impossibilidade de alcance. Rastreamos, assim, a gênese do objeto amoroso a partir de Freud e Lacan, que criou o conceito de objeto a em uma tentativa de transmitir o paradoxo inerente ao amor.
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