Não é manifesto; é plágio: ensaios no entre da educação popular e da Psicanálise para uma alfabetização ecológica no Brasil

No es un manifiesto; es plagio: Ensayos en el entre de la educación popular y el psicoanálisis hacia una alfabetización ecológica en Brasil

Autores

  • Antônio Carlos Aguiar Dias
  • Betty Fuks

DOI:

https://doi.org/10.61565/trivium.ino.esp..843

Palavras-chave:

EDUCAÇÃO POPULAR, FREIRE-BRANDÃO, FREIRE-FREUD, PSICANÁLISE, ALFABETIZAÇÃO ECOLÓGICA

Resumo

Entre cartas e conceitos, este ensaio assume o “plágio” como método: faz Paulo Freire e Sigmund Freud respirarem juntos para recolocar, no Brasil, a pergunta ética sobre o destino da vida. Defendemos duas premissas: educação popular e psicanálise são heresias da palavra, fundadas na escuta; e, no cenário ambiental brasileiro, seu encontro deve desdobrar-se em alfabetização ecológica, não como tema, mas como eixo formativo. Lendo o impossível como orientação, propomos o incompletável como ética do trabalho. Ao final, arriscamos nomear um movimento em aberto, a ser retomado por outros.

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Publicado

2026-03-21

Como Citar

Aguiar Dias, A. C., & Fuks, B. (2026). Não é manifesto; é plágio: ensaios no entre da educação popular e da Psicanálise para uma alfabetização ecológica no Brasil: No es un manifiesto; es plagio: Ensayos en el entre de la educación popular y el psicoanálisis hacia una alfabetización ecológica en Brasil. Trivium - Estudos Interdisciplinares, 1(no.esp. Ano XVII), 56–76. https://doi.org/10.61565/trivium.ino.esp.843

Edição

Seção

Quando a terra fala: psicanálise, educação e barbárie ambiental