Educar para a memória e as lutas contra o esquecimento
Education for memory and the struggles against oblivion
DOI:
https://doi.org/10.61565/trivium.ino.esp..841Palavras-chave:
EDUCAÇÃO, BARBÁRIE, NEOLIBERALISMO, MEMÓRIA, ESQUECIMENTOResumo
A educação crítica fundamenta-se na cultura da memória. Nossa hipótese é que, na educação neoliberal dos índices de desempenho, pouco resta de uma sociopolítica da memória. Cria-se assim um indivíduo envolvido pela lógica da competição e apagado em suas experiências. Em contrapartida, resgatamos aqui a possibilidade da educação como sociopolítica da memória. Ressaltamos que o esquecimento é uma das marcas da barbárie e, pelo seu avesso, rememorar é um ato civilizatório. Duas experiências nos interessam: a estética do esquecimento de Glazer (2013) e a defesa de Krenak (1992) por uma memória social sustentada pela experiência.
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