Da redoma ao poema: escrita, suplência e melancolia em Sylvia Plath
From the Bell Jar to the poem: writing, support, and melancholia in Sylvia Plath
DOI:
https://doi.org/10.61565/trivium.i2.730Palavras-chave:
MELANCOLIA, PSICOSE, SUPLÊNCIA SIMBÓLICA, ESCRITA, SYLVIA PLATHResumo
A partir da concepção da melancolia como uma estrutura psicótica, este estudo analisa os limites da escrita como suplência simbólica em Sylvia Plath. Considerando a proposta lacaniana de que certas formações, como a escrita, podem funcionar como um quarto elo de sustentação psíquica, discutem-se os impasses dessa operação quando não há uma inscrição simbólica no campo do Outro, ou seja, um reconhecimento no laço social. Na biografia de Plath, observa-se que a autora só alcançou reconhecimento público após sua morte, o que evidencia a falha dessa possibilidade de suplência. Sua escrita, assim, não oferece sustentação à sua estrutura: repete, incansavelmente, a dor que não encontra amarra simbólica.
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