Análise retrospectiva da sobrevivência de implantes curtos em áreas edêntulas com altura óssea reduzida

Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia (2015)

Autores

  • Newton da Rocha Neves Ferreira Universidade Veiga de Almeida

Palavras-chave:

Implante curto, Reabilitação oral, Edentulismo

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar o percentual de sucesso dos implantes curtos em função entre um período de 27 a 166 meses, verificando o comprometimento causado a eles de acordo com o tempo correlacionado a alguns parâmetros clínicos e radiográficos referentes a estes implantes. Foram avaliados 65 pacientes da Clínica de Implantodontia da Odontoclínica Central do Exército (OCEx) Rio de Janeiro, Brasil. Um total de 114 implantes foram observados através de uma avaliação clínica, radiográfica e análise de prontuários para coleta de dados. Os dados clínicos e radiográficos foram coletados através da avaliação de um único profissional. Foram realizadas radiografias periapicais nas regiões dos implantes instalados utilizando-se a técnica do Paralelismo com o uso de posicionador. Do total dos 114 implantes observados, 94 possuem comprimento de 8 à 8,5mm e 20 correspondem à implantes de 7mm de comprimento. Foram avaliados implantes com diferentes tipos de plataformas protéticas, sendo que 107 dos implantes eram plataforma de conexão externa, e somente 7 eram plataforma de conexão interna. Entretanto, nenhuma correlação foi feita entre as diferentes plataformas e os dados clínicos e radiográficos coletados neste trabalho. As dimensões das plataformas dos implantes no Estudo correspondem a plataforma regular
hexágono externo em 88 dos implantes avaliados com diâmetros de 3,75/4,0mm, 4,3mm, e 4,5mm. Os implantes com plataforma larga somavam 24 implantes com diâmetro 5,0mm. Apenas 2 implantes possuíam plataforma
estreita com 3,5mm de diâmetro. A média de tempo de acompanhamento dos pacientes foi de 74,08 meses. Foram considerados 6 implantes como perdidos, sendo que destes 3 implantes apresentavam-se em falência com
perda óssea acentuada envolvendo mais de 2/3 do implante e outros 3 implantes já haviam sido removidos no momento da avaliação. Na avaliação radiográfica, o percentual de perda óssea ao redor dos implantes apresentou-
se com 66,4% de perda óssea até 1,5mm, 14.9% até 1/3 de perda óssea e 15,9% com até 2/3 de perda óssea. Os implantes avaliados estavam localizados nas regiões posterior da mandíbula (78%) e posterior da maxila (22%). Em uma análise dicotômica para sangramento durante a sondagem ao exame clínico, 76% dos implantes não apresentaram sangramento, sendo que em 24% dos implantes avaliados este resultado foi positivo, sugerindo mucosite. Diante dos resultados, após longo tempo de acompanhamento podemos concluir que os implantes curtos são uma boa opção de tratamento na reabilitação sobre implantes, apresentando-se como uma excelente alternativa a se evitar procedimentos de maior complexidade e morbidade ao paciente, com altíssima sobrevida e estabilidade.

Acesso ao texto:

https://drive.google.com/file/d/1Dbai4HAgFMdY0cL8lN7pJE9lCw-gpzoE/view

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

2026-06-30

Edição

Seção

Textos acadêmicos