O comércio eletrônico e o serviço de delivery de alimentos no pós-pandemia: impactos na sustentabilidade para as gerações futuras
Programa de Mestrado e Doutorado em Direito (2026)
Palavras-chave:
pós-pandemia, consumo digital, delivery de alimentos, e- commerce, Covid-19, responsabilidade socioambiental, Constituição Federal, justiça intergeracionalResumo
A pandemia de Covid-19 provocou profundas alterações nas formas tradicionais de consumo, acelerando a virtualização das relações de mercado e consolidando o comércio eletrônico como prática cotidiana, com especial
destaque para os serviços de delivery de alimentos. Esta dissertação de mestrado analisa essas transformações sob a ótica constitucional, investigando o consumo como fator de inserção social, seus reflexos na cidadania e os
impactos socioambientais decorrentes do modelo digital. A pesquisa adota abordagem metodológica mista, combinando dados qualitativos e quantitativos. Foram realizadas entrevistas com consumidores de diferentes regiões e perfis socioeconômicos, a fim de captar percepções, experiências e expectativas quanto ao comércio eletrônico e ao delivery no cenário pós-pandemia. Paralelamente, dados estatísticos permitiram identificar
padrões de comportamento e tendências de mercado. Os resultados evidenciam que, ao mesmo tempo em que a pandemia intensificou a busca por conveniência, segurança e personalização, também ampliou a percepção dos consumidores sobre sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, sobretudo no que se refere ao uso intensivo de embalagens, à logística de transporte urbano e aos impactos digitais invisíveis. A análise demonstra que tais desafios devem ser compreendidos à luz dos marcos constitucionais da dignidade da pessoa humana, da defesa do consumidor (art. 170, V, CF/88) e do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225, CF/88), integrando as dimensões de cidadania, proteção intergeracional e justiça ambiental. Nesse contexto, discutem-se os limites do arcabouço normativo vigente e a necessidade de incorporação dos princípios da
precaução e da justiça intergeracional como fundamentos constitucionais de regulação do consumo digital.
A partir desses achados, indicam-se caminhos para que empresas e instituições públicas adotem práticas mais transparentes e sustentáveis, alinhadas às expectativas de uma sociedade em transição e ao dever constitucional de resguardar os direitos das presentes e futuras gerações.
Acesso ao texto:
https://drive.google.com/file/d/1qb7GkiVwouTrPtz8oZ9HtAhOOYTRdwoG/view