Atitudes dos cirurgiões-dentistas em relação ao uso de faceshield na Pandemia da Covid-19
Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia (2022)
Palavras-chave:
contenção de riscos biológicos, equipamento de proteção individual, covid-19Resumo
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) foram introduzidos na rotina odontológica somente no final do século XX. Eles funcionam como barreiras essenciais contra a contaminação cruzada, no caso de respingos e aerossóis gerados pela caneta de alta rotação, sendo a técnica de trabalho e o comportamento do profissional determinantes para sua proteção. O vírus SARS-CoV2, transmissor da Covid-19, pode ser disseminado por gotículas respiratórias ao tossir ou espirrar, por meio de aerossóis, além do contato com superfícies infectadas. Dessa forma, a proteção respiratória é um dos principais meios de controle da sua transmissão. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar as atitudes e comportamentos dos cirurgiões-dentistas em relação ao uso da faceshield na pandemia da COVID-19. A pesquisa foi realizada através de um questionário online composto por 20 perguntas de múltipla escolha sobre o uso deste equipamento de proteção individual por profissionais atuantes na prática odontológica. Duzentos e oitenta e nove cirurgiões-dentistas responderam a pesquisa. Verificou-se que, 56,4% acreditam que seu uso é essencial em qualquer procedimento e 37,4% acreditam que depende do tipo de tratamento executado ou que pode ser substituída por outro dispositivo. Em relação ao seu uso durante os atendimentos odontológicos, 36,7% não utilizam de forma contínua, apenas quando há formação de aerossol, 10% apontaram não usar, enquanto 45,3% sempre a utilizam. Sobre a interferência na qualidade do seu trabalho, 57,4% acreditam que o uso da mesma atrapalha o resultado e 37,7% que não. Os problemas mais apontados durante o uso foram: dificuldade na visualização (56,1%), o fato de embaçar (44,3%) e incomodar (39,8%). Uma grande demanda de profissionais teve dificuldades de encontrar uma faceshield que se adaptasse perfeitamente, testando várias (69,3% pelo menos dois tipos). Dentre os outros aspectos pertinentes que foram pontuados, grande porcentagem dos profissionais se sente familiarizado com os protocolos de biossegurança na rotina clínica, mas apenas 32,5% entendem que há necessidade de usar máscara N95 ou similar, máscara cirúrgica, óculos de proteção e faceshield. Conclui-se que a faceshield não vem sendo usada pelos cirurgiões-dentistas em todos os procedimentos diários durante a prática clínica no período pandêmico.
Acesso ao texto:
https://drive.google.com/file/d/1jK_Tkbl4_w_zMd8SzVq5PJkoNbX1nLJE/view?usp=drive_link