Estudo comparativo entre as técnicas de réplica e de cimemtação na avaliação do desajuste interno e marginal de coroas unitárias

Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia (2021)

Autores

  • Cristiana Almeida de Assis Licurci Universidade Veiga de Almeida

Palavras-chave:

Técnica de réplica, Cimentação/métodos, Desajuste interno, Desajuste marginal

Resumo

 

Revisões sistemáticas sobre o desajuste interno e marginal de elementos protéticos apontam para um número limitado de estudos clínicos, sugerindo a necessidade de mais pesquisas sobre o assunto. Embora a técnica de réplica seja adequada para
esse fim, poucos estudos a validaram. O objetivo deste estudo in vitro foi comparar a capacidade de uma técnica não destrutiva (réplica) e uma técnica destrutiva (cimentação) de avaliar desajustes internos e marginais de casquetes de zircônia, considerando materiais e designs atuais. Doze pilares anatômicos pré-fabricados (Neodent) foram utilizados para fabricar casquetes de zircônia nos sistemas Ceramill (n = 6) e Lava (n = 6). As réplicas da linha de cimentação foram obtidas com silicone de adição para a técnica de réplica, em seguida os casquetes foram cimentados e seccionados para obter cinco superfícies (bucal, palatal, mesial, distal e incisal) e regiões lineares e angulares (ângulos internos axiogengival e axioincisal). A espessura da linha de cimento e do filme de silicone foi medida em 45 pontos de referência em cada pilar. Um total de 540 medições foram feitas usando um microscópio óptico com uma câmera digital com uma ampliação de x100 e x200. Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas e pelo teste de comparação múltipla de Bonferroni (∂ = 0,05). Na avaliação do desajuste interno, os valores médios observados para a técnica de cimentação e a técnica de réplica foram, respectivamente: regiões angulares 70,6μm e 72,2μm; regiões lineares
59,1μm e 59,6μm; superfície incisal 139,0μm e 139,8μm; superfície bucal 72,4μm e 73,8μm; superfície palatal 73,1μm e 75,2μm; superfície mesial 74,1μm e 73,8μm; superfície distal 75,0μm e 76,3μm; e média geral de 73,6μm e 74,8μm. Na avaliação
do desajuste marginal, os valores médios encontrados foram, respectivamente: superfície bucal 36,7μm e 37,8μm; superfície palatal 37,5μm e 36,8μm; superfície mesial 44,0μm e 43,7μm; e superfície distal 44,6μm e 45,2μm. Não foram encontradas diferenças significativas entre as duas técnicas para todas as regiões e sistemas(P>.05). Dentro das limitações deste estudo in vitro, ambas as técnicas apresentaram a mesma capacidade de aferir o desajuste interno e marginal quando as médias por região e médias gerais foram avaliadas (P>.05).

Acesso ao texto:

https://drive.google.com/file/d/18-2Q2gzidSDk8BS9u8M6sVMLCHgydxsT/view?usp=drive_link

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Publicado

2025-09-02

Edição

Seção

Textos acadêmicos