Monitoramento da fauna silvestre atropelada no Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)

Programa de Mestrado em Ciências do Meio Ambiente (2020)

Autores

  • Carlos Felipe Eiras Gherardi Universidade Veiga de Almeida

Palavras-chave:

PARNA Tijuca, Veículos, Atropelamento, Mitigação

Resumo

As áreas protegidas são um elemento chave para a conservação dos recursos naturais. No entanto, o crescente número de visitantes a estas áreas têm implicado no aumento do número de atropelamentos de fauna. O Parque Nacional da Tijuca (PNT) é um exemplo área que sofre com esse impacto. O PNT é o parque mais visitado do Brasil, recebendo aproximadamente três milhões de pessoas por ano, sendo um dos pontos turísticos mais visitados em todo mundo, além de milhares de pessoas que diariamente, em seu cotidiano, passam pelas estradas que fazem parte do PNT. Neste contexto, este trabalho visa apresentar os primeiros resultados do monitoramento de sete anos de atropelamento da fauna de vertebrados silvestres no PNT, a partir da caracterização de rotas mais sensíveis (hotspots de atropelamento) para diferentes grupos taxonômicos encontrados no PNT e indicar medidas mitigadoras para este impacto. O monitoramento foi realizado por registro direto ou por terceiros em campo. O período analisado foi de março de 2013 a março de 2020. Foram registrados um total de 187 vertebrados atropelados, 54% de mamíferos, 38% répteis, 4% de anfíbios e 4% aves. Os anos com maior número de registros foram 2017 e 2018, respectivamente. Há espécies atropeladas com classificação de risco, tanto pelo Ministério do Meio Ambiente, como pela IUCN. As estações do ano mais quentes concentram 56% dos atropelamentos, com destaque para aumento do atropelamentos dos répteis. Dos quatro setores do PNT, o com o maior número de
registros de atropelamento foi o setor B, com 43%, seguido pelo setor A, com 41%. Os hotspots de atropelamentos foram identificados e estão relacionados com fatores específicos da estrutura do parque, como áreas de alimentação e lixeiras. As placas de sinalização de animais silvestres demonstram não ser eficientes da forma que
estão sendo utilizadas. Com base nos resultados do projeto MASA medidas mitigadoras foram propostas à administração do parque por meio de um relatório técnico.

Acesso ao texto: 

https://drive.google.com/file/d/1dE9QkFw7z2ndnr7RwUaMGA0bcIfi8qwK/view

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Publicado

2026-07-01

Edição

Seção

Textos acadêmicos