Avaliação da qualidade ambiental do parque natural municipal Penhasco Dois Irmãos – arquiteto Sérgio Bernardes (Rio de Janeiro/RJ) através do uso de indicadores ambientais

Programa de Mestrado em Ciências do Meio Ambiente (2020)

Autores

  • Ana Carolina Campos de Souza Universidade Veiga de Almeida

Palavras-chave:

Mata Atlântica, Espécies exóticas, Unidades de conservação urbanas, Parques municipais, Qualidade ambiental, Indicadores ambientais, Modelo Pressão-Estado-Resposta

Resumo

Os remanescentes de Mata Atlântica melhor protegidos no município do Rio de Janeiro encontram-se inseridos em Unidades de Conservação. Essas áreas protegidas estão isoladas em meio a paisagens altamente antropizadas e são as que mais sofrem com o impacto do crescimento urbano na cidade do Rio de Janeiro. O crescimento acelerado das populações nas cidades, sem planejamento urbano adequado, exerce um grande efeito negativo aos recursos naturais existentes nas áreas protegidas urbanas, sendo desfavorável para o meio ambiente e para a qualidade de vida das pessoas. Diante disso, torna-se necessário a realização de uma avaliação das unidades de conservação urbanas que demonstre as pressões e ameaças sofridas devido ao processo de expansão urbana acelerado e
desordenado. O trabalho tem como objetivo geral avaliar a qualidade ambiental, com o uso de indicadores ambientais, do Parque Natural Municipal Penhasco Dois Irmãos – Arquiteto Sérgio Bernardes, utilizando o método PER (Pressão – Estado – Resposta). Foram selecionados 23 indicadores ambientais de três tipos (pressão, estado e resposta). Ao longo de quatro visitas técnicas, realizadas nos meses de setembro e outubro de 2019, foi constatado um comprometimento na qualidade ambiental do parque, já que parte da vegetação se encontrava em estado de
degradação, com mudanças na fauna e na flora, devido à maciça ocupação do entorno do perímetro do parque e das edificações e usos irregulares no seu interior. Além disso, a presença de cães domésticos e a intensa circulação de veículos podem impactar diretamente a fauna local. Para a manutenção do Parque, é necessário maior fiscalização das atividades nele desenvolvidas e o estabelecimento de parcerias com instituições de ensino e pesquisa para mitigar os impactos ambientais identificados através de programas de educação ambiental com os
moradores do entorno.

Acesso ao texto:

https://drive.google.com/file/d/1ybCmD1ou0c1LPIp-Wt1BPATV0oG68agn/view

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Publicado

2026-06-30

Edição

Seção

Textos acadêmicos