Camille Claudel, uma escultora em seu ofício e na vida: interseções entre arte e psicanálise
Programa de Mestrado e Doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade (2024)
Palavras-chave:
Psicanálise, Criação, Ato, Camille, ClaudelResumo
Pretendeu-se, através desta pesquisa, indagar o dizer de Camille Claudel (1864–1943), ao longo de sua jornada em seu tornar-se artista numa cultura na qual o discurso interpõe o sujeito. As reflexões propostas são oriundas da interseção entre arte e psicanálise. Refletiremos quais as respostas possíveis do sujeito frente ao mal-estar. Para tanto, visamos situar a produção artística no contexto de sua biografia e da cultura de seu tempo, nos servimos dos escritos nas cartas, esboços, pinturas e esculturas da artista. Dessa maneira, lançamos mão do estudo combinado destes recursos e da interlocução com a psicanálise. Trabalhou-se com a hipótese de que a artista promoveu um ato político contra o que se estabelecia em sua época ao inventar meios de criar com os seus objetos. Porém,
nem esposa ou mãe, nem amante, ela pôde sublimar sua feminilidade sacrificada: sua vida e obra produziram ressonâncias na cultura, quando a artista, na contramão dos valores de sua época, assinou, ela mesma, pelo seu ofício.
Acesso ao texto:
https://drive.google.com/file/d/1_9fEa_5aD23zLzBAORCTrhX5p6F-WwUV/view