A incompletude do simbólico: o impossível da relação de objeto

Programa de Mestrado e Doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade (2026)

Autores

  • Fabiana dos Santos Silveira Universidade Veiga de Almeida

Palavras-chave:

pulsão, gozo, falta, objeto

Resumo

Esta dissertação busca explorar através de conceitos teóricos, que vão desde as primeiras elaborações de Freud até as contribuições de Lacan, a evolução do conceito de desejo na psicanálise. Ao estabelecer que os sonhos são realizações cifradas de desejos inconscientes, Freud pontua que através da associação livre é possível decifrá-las. O complexo de Édipo é apresentado como a base da vida psíquica e o núcleo das neuroses. O que é visto no texto “Totem e Tabu” como a origem do pacto simbólico que institui a lei e a proibição do incesto, fundando a cultura, é o assassinato do pai primordial. Lacan introduz o Nome-do-Pai como o significante que introduz a lei. O drama familiar edípico é uma operação simbólica e linguística que estrutura o sujeito e impõe a castração simbólica,
interditando o gozo com a mãe e inscrevendo uma falta estrutural através da função paterna. É essa falta que torna o desejo possível. O sujeito, marcado pela falta, percorre uma cadeia de substitutos sem nunca alcançar o objeto perdido. O desejo, para Lacan, não é uma busca por satisfação plena, mas sim, uma metonímia infinita causada pelo objeto a. O que constitui o sujeito é a subjetividade que se constrói na passagem da relação imaginária com a mãe
para a ordem simbólica. Esse percurso é atravessado pelo conflito entre as pulsões de vida e pulsões de morte, pela bissexualidade fundamental e pelo gozo. A perda estrutural do objeto é o que abre condições de possibilidade do
desejo e inscreve o sujeito na cultura, possibilitando uma vida psíquica menos submetida à repetição neurótica.

Acesso ao texto:

https://drive.google.com/file/d/1145qjZm-h23AN2IFf5iH7r1B26OyIa-T/view

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Publicado

2026-06-23