Hilda quer ser lihda: pulsão, sublimação e a obra de Hilda Hilst
Programa de Mestrado e Doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade (2026)
Palavras-chave:
Sublimação, Pulsão, Psicanálise, Escrita, Hilda HilstResumo
Esta dissertação investiga o que se pode aprender sobre a sublimação e a pulsão de morte a partir da obra de Hilda Hilst. Sustentada pela psicanálise, a pesquisa desenvolve uma articulação teórica entre as formulações freudianas
sobre pulsão, cultura e sublimação, os desdobramentos lacanianos acerca do gozo e da criação, e a produção literária hilstiana. O percurso teórico retoma textos de Freud, desde a introdução da pulsão de morte até suas elaborações sobre a cultura e o mal-estar, para, em seguida, acompanhar o ensino de Lacan sobre a sublimação, especialmente em sua relação com o real, a criação ex-nihilo e o campo do gozo. Em diálogo com esse referencial, a dissertação aborda a poesia, a prosa e o teatro de Hilda Hilst como espaços privilegiados para pensar a sublimação para além da idealização, destacando suas articulações com a repetição, o excesso e o mal-estar estrutural. Longe de funcionar como apaziguamento, a escrita hilstiana é analisada como operação que trabalha o
sofrimento e expõe suas dimensões eróticas, agressivas e mortíferas. Sustenta-se que a obra de Hilda Hilst oferece uma perspectiva singular sobre a sublimação como um arranjo diante da insistência da pulsão. Desse modo, a
pesquisa contribui para o debate psicanalítico contemporâneo ao destacar a sublimação como processo inseparável do conflito, da repetição e dos limites da simbolização.
Acesso ao texto:
https://drive.google.com/file/d/12pK4mqIiNC-R1EeKiBxc8sRPMJa1YniG/view