Reconfigurando o espaço e o sujeito em Combi de Ángela Pradelli e Passageiro do fim do dia de Rubens Figueiredo

Renata Flávia Marcolino de Souza

Resumo


Os constantes deslocamentos caracterizam as sociedades pós-modernas, transformando-se na nova condição da humanidade, evidenciando, assim, o momento atual do corpo social contemporâneo, denominado globalização. Através dos meios de transporte ou das viagens, as mobilidades espaciais permitem o contato com o Outro e requerem, a partir deste encontro, um constante processo de reconfiguração identitária. Assim, este trabalho analisa a experiência do deslocamento territorial presente nas obras Combi (2007), da escritora argentina Ángela Pradelli e Passageiro do fim do dia (2010), do brasileiro Rubens Figueiredo, verificando como a errância modifica e redefine o sujeito em trânsito. Para a análise, utilizam-se as concepções de Modernidade e Globalização de Bauman (1999; 2001); o conceito de não-lugar e identidade de Augé (1995); as questões sobre inter-relações entre viagem e identidade presentes em Ianni (2000); o conceito de deslocamento previsto por Manzoni (2007) e Toro (2010).
Palavras-chave: Deslocamento – Não-lugar - Identidade.


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