Um bom-crioulo e um aborto: reflexões sobre a pornografia no Naturalismo

Jhonatan Rodrigues Peixoto da Silva

Resumo


O presente artigo possui o escopo de engendrar ponderações teóricas que se estruturam em dois momentos distintos: primeiro, asseveramos a natureza naturalista dos romances Bom-Crioulo (1895), de Adolfo Caminha, e O aborto (1893), de Figueiredo Pimentel, analisando minuciosamente o perfil transgressor, marginalizado e patológico das personagens (Amaro e Maricota, respectivamente) protagonistas dos romances referidos, que só com o advento do Naturalismo ganha destaca na literatura. Em sum segundo momento, identificaremos e perscrutaremos o discurso pornográfico presente nas narrativas supracitadas. Em nossa contemporaneidade, tais obras, embora não recebam o rótulo de literatura pornográfica, foram lidas e categorizadas, em sua primeira recepção, como lídimas expressões literárias de cunho pornográfico. E nossa tese consiste em apregoar que o discurso pornográfico, assimilado pletoricamente pela estética naturalista, é o agente legitimador dos sujeitos marginalizados pela sociedade, que foram o grande objeto da literatura naturalista.
Palavras-chave: Teoria da Literatura. Naturalismo. Pornografia. Bom-Crioulo. O Aborto


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